sábado, 15 de junho de 2013

Plano de Aula


Plano de Aula- Grupo 6 - MGME

O Plano de Aula é uma importante ferramenta que auxilia o trabalho dos professores quanto à previsão de conteúdos a serem ministrados em sala de aula, as atividades que serão desenvolvidas, os objetivos estipulados e os métodos avaliativos.

Descrevemos na sequência um plano de aula elaborado pelo Grupo 6 da Turma 128 participante do curso MGME (Melhor Gestão e Melhor Ensino) promovido pela SEESP no primeiro semestre de 2013, contemplando os seguintes objetivos:


Situação de Aprendizagem
Operações com números decimais com base no sistema monetário


Referência: 1º bimestre do 7º ano do Ensino Fundamental

Tempo previsto: 12 aulas

Conteúdos e temas: números racionais; representação decimal relacionada com moedas; operações com decimais envolvendo valores monetários.

Competências e habilidades: estabelecer relação entre conceitos e linguagens monetárias: centavos e inteiros do Real; saber identificar, reconhecer e interpretar informações com valores monetários; compreender e saber realizar operações com valores monetários expressos na forma decimal.

Estratégias: resolução de situações-problemas envolvendo contextos com valores monetários.



1.    HISTÓRIA DA ORIGEM DA MOEDA


Quando o homem se fixou a terra, passou a permutar o excedente que produzia, fazendo com que surgisse a primeira manifestação de comércio: o escambo, consistindo na troca direta de mercadorias, sem equivalência de valor. Nessa troca, algumas mercadorias passaram a ser mais procuradas que outras, assumindo a função de moeda-mercadoria (sal, gado, pau-brasil, açúcar, cacau, tabaco e pano). O sal deu origem à palavra salário e a palavra gado, do latim pecus, originou o termo pecúlio.

A permuta de algumas mercadorias nem sempre era vantajosa devido à distância, ao estado perecível, às condições precárias das estradas, à ação de salteadores, lembrando que naquela época a cobrança de pedágio já existia.

Com o descobrimento do metal, o homem passou a utilizá-lo na confecção de utensílios, tornando seu uso vantajoso e eleito como o principal padrão de valor monetário. As primeiras moedas apresentaram alguns formatos como chave e faca. Posteriormente, passaram a ser cunhadas a martelo, em metais como ouro, prata e cobre, ressaltando atributos de beleza e expressão cultural da época em que surgiram.

Pela necessidade de guardar as moedas com segurança, os negociantes, que já possuíam cofres e guardas, aceitaram cuidar do dinheiro de seus clientes, fornecendo recibos escritos pelas quantias guardadas. Esses recibos deram origem à moeda-papel, e a guarda de valores fez surgir as instituições bancárias. Os primeiros bancos oficiais foram criados na Inglaterra, a palavra "banco" origina-se da peça de madeira que os comerciantes de valores italianos e londrinos usavam para operar seus negócios no mercado público.

LIEDTKE, Alzira Maria. Introdução a Matemática Financeira.

Você aprendeu?
I.        Com base no texto apresentado, responda às seguintes questões:

a)    Sublinhe no texto, da seção anterior, as palavras cujo significado você desconhece. Em seguida, consulte um dicionário e anote os significados encontrados nas linhas a seguir.
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b)    Como surgiu a primeira manifestação de comércio?
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c)    Para que era usada a moeda-mercadoria? Cite alguns exemplos de moedas-mercadoria utilizadas antigamente no comércio.
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d)    Por que nem sempre a permuta de algumas mercadorias era vantajosa?
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e)    Qual foi a importância do descobrimento do metal para o surgimento das moedas?
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f)     Descreva como surgiu a moeda-papel?
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2.    O SISTEMA MONETÁRIO BRASILEIRO

            Como sabemos, a moeda corrente do Brasil é o Real, utilizada diariamente para pagamentos ou recebimentos de valores monetários.
            Assim como nosso sistema numérico posicional, os valores da nossa moeda também são formados na base 10, ou seja, com os algarismos de 0 a 9, podemos escrever qualquer valor monetário.
             Oficialmente há os seguintes múltiplos do Real que formam os valores das moedas e das cédulas brasileiras:


Você aprendeu?

II.        Com base na tabela apresentada, responda às seguintes questões:

a)    Escreva o valor numérico de setenta e cinco centavos:
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b)    Escreva o valor numérico de noventa centavos:
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c)    Escreva o valor numérico de três reais e vinte e cinco centavos:
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d)    Escreva o valor numérico de cento e vinte e oito reais e quarenta e cinco centavos:
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e)    Descreva o valor de R$ 0,65:
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f)     Descreva o valor de R$ 0,95:
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g)    Descreva o valor de R$ 7,15:
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h)    Descreva o valor de R$ 38,50:
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3.    OPERAÇÕES ENVOLVENDO VALORES MONETÁRIOS
 
Os problemas podem ser considerados como situações em que há necessidade de superar obstáculos para que se alcance determinadas metas, sendo assim, a aprendizagem em matemática pode se reinterpretar por meio de resolução de problemas.
 
Resolva os problemas propostos abaixo envolvendo valores monetários:
 
 
a)    Quero fazer uma viagem para os EUA e possuo R$ 7.661,20. Qual é a quantidade de dólares que terei após trocar meu dinheiro? Considere a cotação de U$ 1.00 igual a R$ 2,14.
 
b)    Se ao adquirir um produto importado paguei U$ 3,500.00, qual é o valor da compra em moeda brasileira? Considere a mesma cotação do dólar do exercício anterior.
 
 
c)    Pedro foi à cantina e gastou R$ 2,20 na compra de um salgado. No outro dia gastou mais R$ 5,70. Usou para pagamento uma nota de R$5,00 e uma moeda de R$ 1,00. Qual o valor de sua compra? Sua dívida foi sanada? Se não, quanto ainda está devendo?
 
d)    Um produto que custava R$ 17,24 teve um aumento de 25%. Qual é o novo valor desse produto?

e)    Três amigos foram comprar livros e o total da compra resultou no valor de duzentos e quinze reais e noventa e seis centavos. Cada um comprou apenas um livro. O livro mais caro custou oitenta e nove reais. Os outros dois tinham o mesmo valor. Quanto custou os outros dois livros e quanto cada um pagou por sua compra?





quarta-feira, 12 de junho de 2013

Depoimento da Vânia

Os meus pais sempre me incentivaram também a ler e escrever em várias fases da minha vida , pois minha mãe foi Professora e meu pai Representante Comercial , ambos de áreas que se comunicam bastante e a minha mãe cobrava muito a leitura e a escrita dentro de casa como se eu e as minhas irmãs fossemos alunas dela ; é claro que de uma forma um pouco mais leve , mas sempre representando como ambas fossem fatores primordiais para um bom desenvolvimento da vida escolar . E incentivava a pesquisar nos livros da biblioteca escolar , comprava gibis , histórias infantis , o Diarinho aos domingos ( encarte infantil do jornal Diário do Grande ABC ) e outros . O meu pai olhava meus cadernos todos os dias e pedia para eu refazer as atividades aplicadas pelos professores daquele determinado dia para justamente treinar a leitura e a escrita . Além disso, fazia ditados para que eu escrevesse em folhas de sulfite , sem linhas com objetivo de desenvolver cada vez mais a facilidade da escrita de maneira correta . E com isso adquiri bastante interesse pela leitura e escrita , pois recebi por parte dos meus pais bastante incentivo e orientação e também por parte das escolas em que eu estudei que foram muito boas .Acredito que o ser humano sem a leitura e a escrita , não consegue desenvolver jamais .

Depoimento do Paulo




Olá, turma! A leitura parece ser a "princesinha da aprendizagem", ela é "a ponte para o processo educacional eficiente, proporcionando a formação integral do indivíduo”. Assim, consideramos haver uma relação estável e positiva entre leitura, escrita e  Matemática, porque é no conjunto destas que se produzem os sentidos aos conteúdos ensinados pelos Professores.

Depoimento da Priscila


Acompanhando os comentários de meus colegas, recentemente tive uma experiência que remeteu à minha infância e a leitura. 
Arrumando armários e coisas guardadas, minha mãe encontrou um pequeno livro que fazia tempo que estava por lá. Quando vi o livro em meio a tantas coisas, fique super feliz e emocionada até, pois lembrei-me que o li quando criança. Só de olhar a capa do livro, pude me lembrar dos contos que lá estavam. Até o nome de um personagem me veio a mente, chamava-se Apapito. Engraçado como foi um sentimento bom. Num dado momento, me vi sentada lendo o livrinho e achando, ainda, engraçados os contos. Decidi guardar para mostrar, futuramente, para meus filhos, pois quero que eles tenham a mesma sensação que tive.
O melhor de tudo, é dar aulas para crianças de 7 anos e ver a emoção deles quando aprendem as primeiras palavras. Muito bom poder compartilhar desse momento com eles.

Depoimento da Regilda

Lendo esses depoimentos lembrei-me de quando comecei a gostar de ler, tinha 8 anos quando contrai hepatite, faltavam poucos meses para encerrar o ano letivo, mas estava em repouso absoluto, minha mãe trazia da escola minhas lições, só que eu realizava tudo muito rápido e não queria ficar em repouso, foi quando minha mãe começou a trazer revista de histórias para me entreter, lembro até hoje eram livros enormes de contos de fada lia um por semana, acho que até em menos de uma semana porque lembro que os livros eram semanais e eu lia tão rápido que ficava atormentando minha mãe para trazer mais livros , ela me deu uma coleção que meu pai havia comprado para minha irmã, quando ela nasceu era a coleção dos “Contos da Carochinha de Monteiro Lobato” eram 12 livros que não li mas sim devorei com meus 8 anos de idade, dela para cá aprendi a ler e sou uma viciada em leitura, nas férias sempre estou com um livro na mão e sempre incentivei meus filhos a lerem e agora já incentivo minha neta. Tenho essa coleção até hoje guardo com muito carinho pois me faz lembrar uma parte de minha vida em que viajava no mundo da imaginação.

Depoimento do Wanderlei

Ler e escrever são fundamentais para transformar em arte o viver
Minha primeira experiência positiva com a escrita se deu nos idos de 1974 quando cursava o Ensino Fundamental (antigo Primeiro Grau) na E. E. Profª Esther Medina localizada em Santo André-SP. Na época cursava o terceiro ano e ganhei um concurso de redação, cuja temática era “A Importância das Árvores”.
Ter vencido o concurso na unidade escolar me possibilitou a oportunidade de disputar um concurso em nível municipal com alunos de outras escolas. Foi durante esse evento que vivenciei a minha primeira experiência negativa com a escrita, pois esperava um novo tema, ou acaso fosse o mesmo, que pudesse criar uma nova redação, no entanto, os organizadores solicitaram que fizéssemos exatamente a mesma redação, com isso, minha cabecinha que fervilhava com novas ideias travou no mesmo instante, então, passei a tentar me lembrar do que havia escrito na redação anterior, mas vinham-me apenas partes na memória, resumindo, foi uma experiência horrível, que me desestimulou escrever por muito tempo.
Ainda bem que sou persistente, desde os tempos de adolescência rabisco algumas poesias, em 2006 escrevi um conto que ainda não foi publicado e, atualmente, por conta do mestrado concluído em 2011 e do doutoramento que atualmente realizo, tornei-me autor de artigos acadêmicos em Educação Matemática.
Meu hábito pela leitura iniciou-se na adolescência, precisamente aos 15 anos de idade, quando me tornei sócio do instinto “Círculo do Livro”. Lembro-me que no momento da adesão o novo sócio não tinha direito de escolher o livro que quisesse, mas era obrigado a adquirir o “Livro do Mês”, sendo que, na ocasião, era o livro “Aventura em Bagdá” da Agatha Christie, que alias, tenho-o até hoje. Para meu deleite, no mês seguinte comecei a encomendar os livros que me interessavam, assim que chegavam, devorava-os imediatamente, assim tornei-me um leitor compulsivo e passei a ter contato com alguns clássicos da literatura e seus respectivos autores, com os quais ainda me identifico, principalmente, Nietzsche, Kafka, Sartre, Khalil Gibran, José Louzeiro, Ignácio de Loyola Brandão etc.
Atualmente, por conta do meu viés acadêmico com a Educação e com a Educação Matemática, tornei-me fã incondicional de diversos autores, dentre os quais destaco: João Pedro da Ponte, Lee Shulman, Maurice Tardif, Terezinha Nunes, António Nóvoa, Francisco Imbernón, Deborah Ball e Ubiratan D’Ambrosio.
Por sorte, minhas pequenas decepções com a leitura limitam-se normalmente a densidade de alguns autores, que por vezes, exigem muita concentração e discernimento para que sejam entendidos.
Caros colegas, esse foi meu depoimento, aguardo seus comentários.

domingo, 9 de junho de 2013

As contribuições do professor Wanderlei.

Caros leitores, como nosso blog refere-se as competências leitoras e escritoras, tomo a liberdade de publicar alguns artigos que escrevi exercitando minhas singelas competências escritoras para os quais tive que ler muito. Desejo que todos tenham uma agradável leitura. 

  • Algumas Percepções de Professores e Alunos da Rede Pública Estadual de São Paulo Acerca do Ensino da Matemática num Contexto de Mudança Curricular
https://docs.google.com/file/d/0B_EwKiSRjaaTRWZLSndXanFqeHM/edit?usp=sharing
  • Apropriação dos atuais pressupostos pedagógicos no processo de formação continuada dos professores de matemática e suas influências na aprendizagem
https://docs.google.com/file/d/0B_EwKiSRjaaTMU1IbHhWbXZWMXM/edit?usp=sharing
  • As possíveis contribuições do desenvolvimento dos aspectos afetivos e atitudinais dos professores de matemática na sua prática didático-pedagógica
https://docs.google.com/file/d/0B_EwKiSRjaaTUEZZTUVObFJ5SDQ/edit?usp=sharing
  • Relações entre a formação dos professores e o currículo
https://docs.google.com/file/d/0B_EwKiSRjaaTQWdCUDkzNURoYk0/edit?usp=sharing


Atenciosamente,
 
Wanderlei Ap. Grenchi

Recomendações da professora Regilda

Olá pessoal, estou passando um site para jogos matemáticos tornando nossas aulas mais atrativas. Segue link www.somatematica.com.br/jogos

terça-feira, 4 de junho de 2013

Apresentações dos participantes do blog!!


Claudio Alencar Andrade (Santo André – SP)

Sou professor da rede desde 1992 (faz tempo), mas sempre acreditando que é possível melhorar o processo de ensino e aprendizagem.



Paulo Sergio da Silva Moreira (Santo André – SP)




 

Priscila Rodrigues Teixeira (Santo André – SP)
Sou formada em química pela Fundação Santo André desde 2011. Atuo em escolas do estado desde 2012 como professoras de matemática para o ensino fundamental ii. Atualmente, sou professora auxiliar de matemática e experiências matemáticas.



Rebeca Meirelles das Chagas (Santo André – SP)
Sou mestre em educação matemática pela PUC e leciono matemática há dez anos no estado e também leciono na faculdade integrada rio branco e na FMU. Tenho uma filhinha linda chamada Pietra que tem 4 anos. Minha vida é muito corrida, mas amo tudo isso!!!!


Regilda Pannunzio Nunes de Mattos (Santo André – SP)
Olá, nasci em 28 de setembro de 1959 na cidade de Santo André, sou professora de matemática, ciências e biologia da E.E.Profº Nelson Pizzotti Mendes, ingressei na SEE em 1993. Gosto de ajudar ao próximo, aliás, acho que já nasci com esse destino, nas minhas horas livres gosto de ficar com minha família, gosto muito de ler e viajar, principalmente para o  litoral do brasil.


Ricardo Silva de Castro (Santo André – SP)
Olá sou professor e estudante de matemática, abc São Paulo.





Vânia Loureiro Soares Cantos (Santo André – SP)
Eu sou a professora Vânia loureiro soares cantos, formada em química e ministro aulas de matemática na escola E.E.Dr. Carlos de campos. Além disso, sou formada também em pedagogia e física. estou contente em poder participar do curso , pois achei muito interessante o mesmo.
 
 

Wanderlei Aparecida Grenchi (Santo André – SP)
Sou nascido em 11/12/1966 em Santo André – SP. Professor efetivo de matemática PEB II desde 2005, sediado na E. E. Profa Inah de Mello localizada no município de Santo André. Mestre e doutorando em educação matemática pela UNIBAN.



segunda-feira, 3 de junho de 2013

Começando nossos trabalhos...

Nesse primeiro momento, as ações do grupo concentram-se no desenvolvimento de atividades voltadas para a prática letiva centrada nas competências leitoras e escritoras, afinal, indiscutivelmente, essas competências são indispensáveis para a efetiva participação do cidadão na sociedade contemporânea.
Ancorados nas propostas do Currículo de Matemática do Estado de São Paulo e nas experiências pessoais vividas em sala de aula, os membros do grupo desenvolvem suas atividades baseando-se em constantes e profícuas discussões acerca das competências leitoras e escritoras, permeando diversos contextos, situações, suportes e mídias.

Caro leitor, acreditamos que o dinamismo e os objetivos do nosso trabalho dependem da interação com demais professores e participantes do nosso blog, por esses motivos, sua participação, comentários, sugestões e criticas são indispensáveis para a continuidade do nosso processo de formação permanente, continue conosco e acompanhe nossas próximas postagens.