Minha primeira experiência positiva com a escrita se deu nos idos de 1974 quando cursava o Ensino Fundamental (antigo Primeiro Grau) na E. E. Profª Esther Medina localizada em Santo André-SP. Na época cursava o terceiro ano e ganhei um concurso de redação, cuja temática era “A Importância das Árvores”.
Ter vencido o concurso na unidade escolar me possibilitou a oportunidade de disputar um concurso em nível municipal com alunos de outras escolas. Foi durante esse evento que vivenciei a minha primeira experiência negativa com a escrita, pois esperava um novo tema, ou acaso fosse o mesmo, que pudesse criar uma nova redação, no entanto, os organizadores solicitaram que fizéssemos exatamente a mesma redação, com isso, minha cabecinha que fervilhava com novas ideias travou no mesmo instante, então, passei a tentar me lembrar do que havia escrito na redação anterior, mas vinham-me apenas partes na memória, resumindo, foi uma experiência horrível, que me desestimulou escrever por muito tempo.
Ainda bem que sou persistente, desde os tempos de adolescência rabisco algumas poesias, em 2006 escrevi um conto que ainda não foi publicado e, atualmente, por conta do mestrado concluído em 2011 e do doutoramento que atualmente realizo, tornei-me autor de artigos acadêmicos em Educação Matemática.
Meu hábito pela leitura iniciou-se na adolescência, precisamente aos 15 anos de idade, quando me tornei sócio do instinto “Círculo do Livro”. Lembro-me que no momento da adesão o novo sócio não tinha direito de escolher o livro que quisesse, mas era obrigado a adquirir o “Livro do Mês”, sendo que, na ocasião, era o livro “Aventura em Bagdá” da Agatha Christie, que alias, tenho-o até hoje. Para meu deleite, no mês seguinte comecei a encomendar os livros que me interessavam, assim que chegavam, devorava-os imediatamente, assim tornei-me um leitor compulsivo e passei a ter contato com alguns clássicos da literatura e seus respectivos autores, com os quais ainda me identifico, principalmente, Nietzsche, Kafka, Sartre, Khalil Gibran, José Louzeiro, Ignácio de Loyola Brandão etc.
Atualmente, por conta do meu viés acadêmico com a Educação e com a Educação Matemática, tornei-me fã incondicional de diversos autores, dentre os quais destaco: João Pedro da Ponte, Lee Shulman, Maurice Tardif, Terezinha Nunes, António Nóvoa, Francisco Imbernón, Deborah Ball e Ubiratan D’Ambrosio.
Por sorte, minhas pequenas decepções com a leitura limitam-se normalmente a densidade de alguns autores, que por vezes, exigem muita concentração e discernimento para que sejam entendidos.
Caros colegas, esse foi meu depoimento, aguardo seus comentários.

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